O sol pode aliviar ou agravar os sintomas?
Com a chegada do verão, muitas mulheres com lipedema ficam em dúvida sobre a exposição ao sol. Algumas relatam sensação momentânea de relaxamento e alívio, enquanto outras percebem aumento do inchaço, da dor e da sensibilidade nas pernas e braços. Essa confusão é comum, porque o sol pode ter efeitos diferentes no corpo dependendo do contexto, do tempo de exposição e do estágio da doença.
É importante deixar claro que o lipedema é uma condição inflamatória crônica. Qualquer fator que altere a circulação, a retenção de líquidos e a resposta inflamatória do organismo pode interferir diretamente nos sintomas. Por isso, entender como o sol age no corpo é fundamental para evitar pioras desnecessárias.
O que acontece no corpo durante a exposição ao sol
Quando o corpo é exposto ao calor, ocorre vasodilatação. Os vasos sanguíneos se expandem para ajudar na regulação da temperatura corporal. Em mulheres com lipedema, esse processo pode facilitar ainda mais o extravasamento de líquidos para os tecidos, aumentando o inchaço e a sensação de peso nas pernas e braços.
Além disso, o calor prolongado pode intensificar a inflamação local, deixando os tecidos mais sensíveis e doloridos. Muitas pacientes relatam que, após longos períodos ao sol, sentem mais desconforto ao caminhar, maior sensibilidade ao toque e dificuldade para usar roupas mais justas no fim do dia.
Por outro lado, exposições breves e controladas, associadas a momentos de descanso e hidratação adequada, não costumam ser prejudiciais. O problema não está no sol em si, mas no excesso e na falta de estratégia para lidar com ele.

Quando o sol pode piorar os sintomas do lipedema
O agravamento costuma acontecer quando a exposição ao sol vem acompanhada de outros fatores comuns no verão, como longos períodos em pé, caminhadas extensas, pouca hidratação e descanso insuficiente. Em praias e piscinas, por exemplo, é comum passar horas exposta ao calor sem perceber o impacto acumulado no corpo.
Outro ponto importante é que o calor excessivo pode dificultar o retorno venoso e linfático, algo que já é comprometido no lipedema. Isso explica por que muitas mulheres sentem as pernas mais pesadas, endurecidas e doloridas no fim do dia, mesmo sem terem feito grandes esforços.
Por isso, ignorar esses sinais pode levar à piora progressiva dos sintomas, principalmente em quem já convive com dor frequente, nódulos e sensibilidade aumentada.
Como o tratamento ajuda você a lidar melhor com o verão
O tratamento adequado do lipedema melhora significativamente a forma como o corpo responde ao calor. Ao controlar a inflamação, reduzir o inchaço e melhorar a circulação, a paciente passa a tolerar melhor as variações de temperatura e a rotina típica do verão.
No CELIP, o cuidado vai além do sintoma isolado. Avaliamos como o estilo de vida, o emocional e a rotina interferem no quadro de cada paciente. O plano de tratamento é individualizado e pensado para que você consiga viver o verão com mais conforto, menos dor e mais liberdade.
Se você sente que o sol e o calor pioram seus sintomas ou se nunca recebeu uma orientação adequada sobre isso, agende sua consulta no CELIP. Entender o seu corpo é o primeiro passo para aproveitar o verão com mais qualidade de vida e segurança.